Dar alma e corpo<br>a um Portugal com futuro
«Eis como se constrói a força da mudança: com um povo unido, determinado, erguido, mobilizado.» Foi com estas palavras que Heloísa Apolónia, da Comissão Executiva do Partido Ecologista «Os Verdes», contemplando os muitos milhares que ainda desciam nesse momento a Avenida da Liberdade, iniciou a sua intervenção. A Marcha «A Força do Povo», pela sua incomparável dimensão, levou a dirigente ecologista a considerá-la «expressão da confiança numa política alternativa, numa política de dignidade, numa política a favor do povo». Uma política que, não se duvide, «só é possível com a Coligação Democrática Unitária».
Para Heloísa Apolónia, os outros partidos – PS, PSD e CDS – «já demonstraram que não conseguem, que não querem, que preferem a roda da alternância para garantir que ora governa um, ora governa o outro, sempre sustentados na mentira e na deslealdade para com o povo». E que são precisamente os mesmos partidos que «já provaram que se tiverem que escolher entre os interesses dos portugueses ou os interesses de uma União Europeia dominada pelas grandes potências, escolhem trair os portugueses». «Estamos fartos», garantiu.
Realçando que, na CDU, «não sabemos trabalhar com mentiras», a dirigente e deputada do PEV destacou a necessidade de «relembrar até à exaustão que PSD e CDS chegaram ao Governo com base na mentira pura e dura», prometendo não aumentar impostos nem cortar salários e fazendo precisamente o contrário. Mas a CDU tem outras obrigações lembrou: «não aceitar, por qualquer circunstância, que o Governo tente fazer dos portugueses tolos», como está agora a tentar ao apresentar como um sucesso o desastre que foi e está a ser a sua governação. Para a dirigente ecologista, uma coisa é certa: a mudança «não se dará com a alternância entre PSD/CDS e PS».
A diferença que faz diferença
Se é uma verdade inegável que a mudança «não se dá com uma política no mesmo rumo, só que com um ritmo diferente ou com um detalhe diverso», que é precisamente o que o PS propõe, Heloísa Apolónia respondeu à pergunta que tanta gente faz por esse País fora: «qual é, então, a solução?» Para a deputada do PEV, «só pode ser uma», a Coligação Democrática Unitária.
E porquê? Porque é a coligação PCP-PEV que propõe um «sério combate à pobreza e às desigualdades neste País», uma «séria redinamização da nossa atividade produtiva» e um «dinâmico combate ao desemprego», adianta Heloísa Apolónia. Acrescentando em seguida ser ainda a CDU a bater-se pela «dignificação dos salários e das pensões», a renegociação de uma «dívida que não pára de crescer» e um sistema fiscal «justo que alivie a carga de impostos sobre os rendimentos do trabalho e acabe com os enormíssimos benefícios e isenções fiscais à banca».
É, ainda, a CDU que defende uma política ambiental que «promova qualidade de vida às actuais gerações e garanta a salvaguarda de recursos naturais». O que a coligação PCP-PEV propõe é, simplesmente, «dar alma e corpo a um Portugal com futuro», realçou a dirigente ecologista.